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"Sem
a Natureza, nenhuma criatura; nenhum ser-humano; nada existiria." |
PLÁSTICO
O mar virou a grande lixeira do planeta. Os cientistas já chamam de "Sopa de plástico", cinco imensas regiões oceânicas formadas pelas correntes marítimas naturais. Uma se estende na costa brasileira, a maior delas na costa dos EUA, seu tamanho é duas vezes maior que o Estado do Texas. Assista um vídeo produzido pelo fantástico. Em todo o mar, 60 a 80% desse lixo é plástico! Cinco tampinhas de garrafa, uma caneta, um pedaço de tela e uma escova de lavar roupa. Tudo isso foi encontrado no estômago de um albatroz, após uma necrópsia feita em seu estômago. São os chamados entulhos marinhos, pedaços de lixos sólidos levados pelas correntes, desde a Antártida até a Groenlândia, e que vitimaram até agora 267 espécies da fauna marinha, segundo o Greenpeace. O problema do plástico é que ele não é biodegradável. Ou seja, a ação da natureza sobre ele não o quebra em elementos simples – como o papel, que se reduz a água e CO2 quando decomposto. Ele só é quebrado pela luz do Sol, muito lentamente (algo como 450 anos para uma garrafinha de água), em pedaços cada vez menores, tornando-se microscópicos, mas não se decompoem! Durabilidade, estabilidade
e resistência a desintegração. As propriedades que
fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações
e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores
vilões ambientais. Consuma menos produtos embalados em plásticos, reuse sacos e substitua as bolsas plásticas por pano e reusáveis. No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros. Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha total de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta. A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha. Segundo
PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente,
este plástico é responsável pela morte de mais
de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a
outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões,
e centenas de espécies de peixes. E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Assista ao vídeo produzido pelo Fantástico, da Rede Globo. Mande suas
dicas e sugestões para: Copyright MACenter ® 2009. Todos os direitos reservados. |
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