![]() |
| |
|
| n
|
Cuidados com: |
|
|
"Sem
a Natureza, nenhuma criatura; nenhum ser-humano; nada existiria." |
|
QUIMICOS Segundo recomendações do IDEC - Defesa do Consumidor, as "lâmpadas fluorescentes, baterias de celular, baterias de carro, restos de tintas ou produtos químicos, medicamentos, produtos tóxicos e perigosos devem ter destino certo. A recomendação é que o consumidor verifique no rótulo como proceder ou contate o fabricante para saber o destino mais adequado".
Inseticidas:
DDT e BHC
Câncer, danos ao fígado e a embriões Inseticida Clordano câncer, doenças do fígado e do sangue, efeitos neurológicos cardiovasculares, respiratórios, gástricos e renais severos, problemas endócrinos e reprodutivos. Inseticida:
Toxafeno
Exposição a elevadas concentrações está associada a disfunções renais, hepáticas, nervosas, debilidade do sistema imunológico, diminuição da esperança de vida, disfunção hormonal, diminuição da fertilidade e alterações comportamentais. Fungicida:
Hexaclorbenzeno
Pode prejudicar o fígado, tiróide e rins, sistemas endócrino, imunológico, reprodutivo e nervoso e câncer. Fungicida
e Pesticidas: Cobre (Cu)
Irritação e corrosão da mucosa, problemas hepáticos e renais e irritação do sistema nervoso central seguido de depressão. Inseticida:
Heptacloro
Disfunção reprodutiva e endócrina e câncer de bexiga. Pesticidas
Bário (Ba)
Aumento transitório da pressão sangüínea e efeitos tóxicos sobre o coração, vasos e nervos. Pesticidas: Cádmio (Cd) Pressão alta, problemas renais, aterosclerose, inibição no crescimento, doenças crônicas em idosos e câncer. Os microorganismos entram em contato com os produtos tóxicos quando o solo em que vivem recebe esta substância direta ou indiretamente. Com isto, novas substâncias químicas se formam neste ambiente e o habitat acaba sofrendo mudanças, mesmo que temporárias, e provocam distúrbios em alguns processos como a nutrição, o metabolismo e a reprodução dos microorganismos. Um exemplo de produto químico é a atrazina, herbicida utilizado em várias culturas, cujo efeito é a diminuição da atividade e das populações de bactérias e algas. O despejo
de esgoto, dejetos industriais, restos urbanos e industriais, acidentes,
o abandono de estruturas e ferro-velho no mar, a produção
de petróleo, a mineração, os restos de nutrientes
e pesticidas agrícolas e o material radioativo poluem muito mais
o ambiente aquático do que os desastres ambientais conhecidos devido
ao derrame de petróleo. Estima-se que os recursos terrestres sejam
responsáveis por 44% dos poluentes que entram nos mares enquanto
que o transporte marítimo é responsável por apenas
12%.
A poluição
causada por esgotos e pela agricultura pode resultar no florescimento
de algas em regiões costeiras. Estas algas decompõem o oxigênio
da água fazendo surgir as “zonas mortas”, quando é
impossível ter vida marinha.
Nos animais
aquáticos os POPs podem causar problemas imunológicos, hormonais
e reprodutivos. Os peixes mais gordos, que apresentam maior quantidade
de tecido adiposo tendem a acumular mais POPs nos seus corpos e estes
podem ser transmitidos para os consumidores humanos. Os valores mais elevados
de DDT, PCBs e de outras substâncias lipossolúveis, são
encontradas no salmão, truta e pescada do que em outros habitantes
das mesmas águas. O fígado do bacalhau, muito rico em gorduras,
pode ter níveis de DDT e PCBs até cem vezes superiores aos
da sua carne comestível, que é magra. Em caso de fome, a
mobilização das reservas lipídicas onde os contaminantes
estão armazenados, para obtenção de energia, pode
provocar a sua libertação para a corrente sanguínea,
atingindo eventualmente órgãos vitais como o cérebro
e, assim, conduzir à morte.
Os vazamentos
de petróleo formam uma película de óleo sobre a superfície
dos rios, lagos e mares, onde alguns peixes procuram oxigênio, e
acabam ingerindo quantidades elevadas de petróleo, intoxicando-se
e morrem rapidamente.
Os efeitos
dos pesticidas sobre os peixes podem variar quanto à sua natureza.
Estudos evidenciam que além de causar a morte, seja direta ou indiretamente
pela destruição de fontes de alimentação,
os peixes também sofrem diminuição da taxa de crescimento,
alteração na reprodução e comportamento, e,
ainda, pode apresentar danos evidentes aos tecidos. Os piretróides
sintéticos são um grupo de herbicidas que possuem características
extremamente tóxicas para os peixes.
A endrina
e o clordano são inseticidas que apresentam toxicidade muito elevada
nos crustáceos, peixes e em outros organismos aquáticos.
A exposição aguda ao toxafeno (inseticida) é tipicamente
letal para as espécies aquáticas. A exposição
ao Mirex (inseticida) em elevadas concentrações é
letal para peixes.
Os metais
pesados podem acumular-se na carne de peixes e de moluscos e causam a
morte do plâncton e dos peixes.
Os poluentes orgânicos biodegradáveis, provenientes de efluentes com grandes quantidades de hidrocarbonetos dissolvidos, refino de açúcar, destilarias, cervejarias, processamento de leite e de indústria de papel e celulose, assim como os detergentes, óleos e gorduras, são altamente letais para os peixes. As aves migratórias
carregam poluentes – como defensivos agrícolas persistentes
e resíduos industriais – para vários locais. Por meio
dessa “carona”, as substâncias contaminam áreas
de alimentação de outros animais e contribuem para os altos
graus de substâncias químicas registrados entre comunidades
da região onde os poluentes são usados.
Concentrações
de metais pesados em aves são responsáveis por falhas reprodutivas
nestas populações. Contaminação por mercúrio
(Hg) pode levar a uma insuficiência na produção e
na resistência de ovos, assim como uma menor eficiência na
chocagem. Experimentos com chumbo (Pb), realizados em laboratório,
mostram complicações comportamentais no desenvolvimento
de filhotes de aves marinhas.
As aves são
consideradas indicadores ambientais adequados quanto à exposição
a agrotóxicos, pois, de modo geral, são mais sensíveis
a estes produtos do que outros vertebrados, além de serem mais
propensas à contaminação. Os resíduos de pesticidas
do grupo clorados e/ou seus subprodutos são facilmente encontrados
nos tecidos das aves em quase todos os recantos do planeta. Os principais
resíduos são o DDE, um subproduto do DDT, e o Dieldrin,
em menores quantidades. Entretanto, todos os outros clorados têm
a capacidade de bioacumulação. Essa bioacumulação
acontece mais na região do cérebro, podendo ser letal.
Outro pesticida
citado como responsável por uma grande mortalidade de aves é
o carbofuran, inseticida usado até hoje. A exposição
aguda ao toxafeno (inseticida) é tipicamente letal para as aves.
A exposição a elevadas concentrações do Mirex,
também um inseticida, é letal para as aves. Foram encontrados
resíduos do inseticida heptacloro em tecidos e ovos de aves selvagens
e é responsável – pelo menos em parte – pelo
declínio de várias populações destes animais.
Uma grande
preocupação existe em relação às aves
que servem como fonte de alimento para as pessoas. Deve-se evitar que
estas aves tenham acesso aos solos contaminados para se ter maior segurança
alimentar.
Sabe-se muito pouco a respeito da contaminação de aves por produtos tóxicos e seus efeitos. Portanto, mais estudos são necessários nesta área para que medidas de prevenção e tratamento possam ser instituídas. Os mamíferos
marinhos são os indicadores da qualidade da água, pois estão
no final da cadeia alimentar. Apresentam valores altos de POPs e de outros
poluentes devido às grandes quantidades de tecidos gordos do seu
corpo e à difícil capacidade de eliminar esses poluentes
comparativamente com outras espécies.
Os organoclorados
são conhecidos como os principais responsáveis por falhas
reprodutivas e quedas populacionais em mamíferos aquáticos.
A ocorrência de efeitos dos pesticidas organoclorados em mamíferos
é bem menor que nas aves.
O DDT é
um desregulador hormonal e está provado que afeta os sistemas reprodutivo
e nervoso dos mamíferos. Estudos em ratos, ratazanas, focas e golfinhos
sugerem que o DDT prejudica fortemente o sistema imunológico.
A exposição
aguda ao toxafeno, inseticida, é tipicamente letal para os mamíferos.
Nos mamíferos, o heptacloro é metabolizado em epóxido
de heptacloro, composto com uma toxicidade semelhante e que se acumula
nos tecidos adiposos.
Metais pesados como o chumbo (Pb) e o cádmio (Cd), provenientes de procedimentos industriais, do tabagismo e de baterias, podem provocar efeitos tóxicos no organismo animal levando a alterações nervosas, renais e endócrinas e favorecem o desenvolvimento de tumores.
|
||||