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Ao visitar esses links você estará saindo do site oficial da Amma no Brasil, e portanto exposto a outros tipos de conteúdo. Uma celebração de Alegria Na presença
da Amma, finalmente entendi a profundidade dos caminhos que não
passam pela razão, mas ao largo dela. Há uma tendência nos céticos e intelectualizados de considerar o interesse por filosofias espirituais alternativas coisa de gente ingênua e abobalhada. A mim parece o contrário. Criada dentro do ateísmo convicto, conheci o mundo além da razão quando a razão ficou pequena para explicar o mundo. Logo percebi que, para lá do “dois mais dois são quatro”, havia uma inteligência superior que dava sentido ao mistério sem que eu precisasse subjugá-lo, enquadrando-o no meu patiozinho de saberes. Podia experimentá-lo, percebê-lo, e penetrá-lo, contanto que conseguisse debelar o medo que todos sentimos diante da imensidão desconhecida. Um dia compreendi que não se morre disso, e mergulhei. Meu mergulho foi fundo, denso e bom. Nadei oceanos, rompi os diques de minhas represas, caminhei por tempestades de areia. Depois, sentada sobre as dunas que se formaram, lá do alto, presenciei belezas transcendentais. Milagres aconteceram. Vi, como estou vendo o computador à minha frente, coisas que não se vêem normalmente, porque no estado habitual da consciência essas realidades não se encontram perceptíveis, apesar de estarem ali para serem vistas. Isso, evidentemente, é papo pra quem gosta de física quântica, ou para quem já vislumbrou minimamente outras verdades menos corriqueiras que as do “correr atrás pra se dar bem”. Se você
é um desses, talvez não saiba ainda que existe uma mestra
viva - cujo simples toque pode iluminar o rumo de sua existência. Mãe da eterna felicidade Só
fui estar com ela frente a frente mês passado, num encontro público
no Rio de Janeiro. Pude então confirmar o que já supunha:
a grandeza da Mãe, como a chamam, não é evidente
para os que buscam compreendê-la. Amma é para ser experimentada
numa dimensão mais sublime. Não tendo inventado nada (pra
quê?), sua forma de devoção vem do hinduismo, que
reconhece todas as crenças, aceitando profetas e mestres de outras
religiões. Ao contrário do guru Osho, por exemplo - que
foi um gênio de conhecimento, tendo lido milhares de livros e criado
uma prática totalmente inovadora (e polêmica) para a aproximação
com o divino –, os caminhos propostos por Amma não passam
pela razão, mas ao largo dela. Amma é puro amor: um amor
concreto cuja obra assistencial é maior que a do multimilionário
papa, e, ao contrário da religião católica - cheia
de restrições e sofrimento -, Amma é aceitação,
é canção e é riso. Aquele
abraço Por Mariana Sgarioni Mata Amritanandamayi ou Amma, como é conhecida tem um hábito muito especial. O de abraçar. Pode parecer banal, mas não é. O abraço de Amma aconchega, pacifica, acalma. Para alguns, ele chega a abençoar, uma vez que Amma (mãe, em sânscrito) é vista por milhões de pessoas como uma verdadeira santa na Terra, a encarnação do amor. Pois é como uma verdadeira mãe de todos que esta indiana de 54 anos se sente. Reconhecida pelas Nações Unidas por seu trabalho humanitário e por promover a paz no mundo, Amma é uma altruísta incansável. Chega a ficar mais de 20 horas sem se levantar somente distribuindo seus famosos abraços. Enquanto houver uma pessoa esperando, Amma continua ali, disponível, a quem quer que seja. Mantém ainda a Fundação Mata Amritanandamayi Math, na Índia, uma imensa rede que promove atendimento gratuito com hospitais, clínicas, orfanatos, farmácias ambulantes, asilos, creches, entre outros serviços e programas de combate à pobreza. Segundo a ONU, a fundação é a “única organização não-governamental capaz de promover, em larga escala, um esforço humanitário completo”. A vida de Amma é permeada por histórias fantásticas e não se sabe até que ponto é verdade, ou se faz parte do imaginário público. Diz-se, por exemplo, que ela só come restos de comida em nome da solidariedade aos que passam fome. Nascida em uma pequena aldeia de Kerala, no sul da Índia, Amma já expressava sua vocação pelos que sofrem desde criança. Costumava levar pessoas necessitadas à casa de seus pais, onde lhes dava banho quente, roupas, comida, além de rezar por elas e ouvir seus lamentos. Ainda criança, também começou a meditar intensamente, passando dias e noites ao relento, sem comer e dormir. “Todas as sadhanas [práticas espirituais] são métodos para diminuir os pensamentos e aumentar paz e assim, lentamente, o homem pode se transformar em Deus. Não só fará a pessoa desfrutar da paz consigo mesmo, mas dará paz aos outros a sua volta também”, diz. Embora pratique o hinduísmo, Amma não pretende converter ninguém ela quer é que cada um encontre a verdadeira fé naquilo que já acredita, até mesmo os ateus. No início de agosto, Amma esteve pela primeira vez no Brasil, numa expedição à América Latina. Nos três dias em que esteve no Rio de Janeiro, estima-se que ela tenha abraçado mais de 15 mil pessoas, que se aglomeraram no Hotel Intercontinental, em São Conrado. Na chegada, Amma teve os pés lavados com água e pétalas de rosas. Em seguida, convidou o público a uma meditação para depois iniciar a sessão de abraços. As perguntas a seguir foram feitas enquanto Amma dava seus abraços ela não pára nem para dar entrevista. Por isso, não só eu como todos os jornalistas presentes tivemos direito a apenas três perguntas cada um. Logo depois de conversar com ela por meio de um swami (monge discípulo que traduz o que ela diz em sânscrito para o inglês), fui eu que ganhei um abraço. A sensação foi inexplicável ela colocou meu rosto contra seu peito, balbuciou em meu ouvido algumas palavras em sânscrito, enquanto me envolvia em seus braços fofinhos, beijava minha testa e colocava uma maçã em uma de minhas mãos. Eu sentia o perfume de pétalas de rosas de sua roupa e a sensação de que, sim, o maior amor do mundo existe. E ele estava bem ali. De que
o mundo mais precisa? Todos
deveriam abraçar mais uns aos outros? É
a primeira vez que a senhora vem à América Latina. Qual
sua impressão deste povo? De
coração para coração A líder espiritual e humanitária Mata Amritanandamay, ou simplesmente Amma (Mãe, em sânscrito), chega ao Brasil para distribuir abraços sua forma de transmitir o imenso sentimento amoroso que sente por todos os seres e ajudar a despertar nosso próprio amor incondicional, pois é no abraço que um coração vai de encontro ao outro coração. Na
fila, o jovem repórter inglês Louis Theroux esperava pacientemente
o abraço de Amma, a pequena senhora indiana de pele escura e sorriso
aberto que estava ali para receber em seus braços milhares de fiéis
numa cidade do sul da Índia. Ele acabava de percorrer o território
indiano, entrevistando gurus, sem manifestar a mínima emoção
ou qualquer indício de uma experiência espiritual marcante
e estava ali para registrar francamente suas impressões para uma
série inglesa exibida pela TV a cabo, inclusive no Brasil. Mas
a presença de Amma, o clima de devoção e fé,
os mantras e os incensos e perfumes de flores pouco a pouco começaram
a atuar sobre Louis. Sem mais nem menos, diversos episódios importantes
de sua vida surgiram em sua mente e ele passou a sentir um turbilhão
de emoções. E começou a chorar. Quando finalmente
chegou a abraçá-la, disse que experimentou um sentimento
jamais provado de amor e aceitação incondicional. Amma foi
o único guru da Índia a tocar verdadeiramente seu coração.
MÃE
DIVINA UNIVERSAL MENINA
FRANZINA
O chacra
cardíaco Amma é considerada um dos maiores líderes humanitários do planeta. Com
cada abraço caloroso, uma Guru compartilha sua mensagem. A Guru indiana conhecida simplesmente como Amma chegou em Nova York no sábado, dia 17/7, distribuindo abraços de conforto no salão Hammerstein, em Manhattan. Nas últimas três décadas, Amma, 50, vem combatendo o sofrimento do mundo oferecendo abraços sem cessar, tanto para estranhos quanto para suas legiões de seguidores, que dizem que ela já consolou 21 milhões de pessoas em todo o mundo. Os organizadores do evento dizem que esse total será acrescido de 15.000 durante sua estadia de três dias em Nova York. Amma abraça incansavelmente, parando somente algumas horas por dia para dormir. Seus abraços são gratuitos e há muitos candidatos. Ontem, foram distribuídas senhas para manter a ordem. Uma longa fila de pessoas aproximou-se lentamente até a mulher sorridente de roupas brancas. Ela estava sentada em uma cadeira em frente ao palco. No alto, um fio com lâmpadas e, ao seu lado, dois ventiladores potentes. Atrás dela, um coro cantava músicas espirituais, acompanhado de instrumentos indianos tradicionais. Ao meio dia, havia mais de 1.000 seguidores sem sapatos no salão, muitos vestidos com roupas largas de algodão branco fino. Muitos estavam sentados no chão, em posturas meditativas. Também havia muitas famílias de imigrantes indianos, trazendo seus jovens filhos para serem abençoados. Na lojinha, o rosto da Amma estava em toda parte, em fotografias, cartazes, pinturas e adesivos. Amma dá abraços sem cessar. Incansável e energética, ela pressiona a pessoa firmemente contra seu peito, segura-a ali em um forte abraço e, em geral, sussurra palavras confortantes em sua língua natal, Malayalam. Depois, ela oferece à pessoa uma pequena lembrança, como um chocolate Kiss da Hershey, uma pétala de rosa ou uma maçã. "Quando uma criança procura sua mãe com o coração pesado, a mãe responde abraçando-a e consolando-a", explicou Swami Ramakrishna, monge hindu de 48 anos que há 27 anos serve no ashram (monastério) da Amma no sul da Índia. O swami, com suas vestes cor de laranja e longa barba, sorriu na direção da Amma e disse que foi seu abraço que o levou a deixar sua carreira de bancário, aos 21, e segui-la. "Depois do abraço, as pessoas passam por experiências diferentes", disse ele. "Algumas vêem coisas boas acontecerem em suas vidas e seus problemas partirem; outras se sentem mais fortes para enfrentar seus problemas." Amma, cujo nome completo é Mata Amritananadamayi, ou "Mãe do Êxtase Imortal", nasceu em 1953, em uma família pobre. Ela entrava em meditação profunda durante horas quando criança e desde cedo passou a se dedicar a aliviar o sofrimento das pessoas com seu abraço e obras de caridade. Depois de seu abraço, Beverly Haupt, 42, assistente médica de Middle Island, N.Y., estava no salão lotado de seguidores da Amma, todos de branco. Ela vestia calça jeans, camiseta do Yankees e trazia um sorriso radiante em seu rosto, raramente visto em Nova York. Beverly disse que veio de Long Island depois que um amigo lhe contou sobre a Amma, que ela descreveu como "maravilhosa, amorosa e muito libertadora". "Dá
para sentir a energia", disse ela. "É muito calmante. Faz você
querer sair e fazer boas coisas para as pessoas." Antes de partir pela
Rua 34, quente e engarrafada, Beverly acrescentou: "Na cidade de Nova
York, isso pode ser bom ou não." A deusa do abraço Ao completar 50 anos, a líder espiritual indiana Mata Amritanandamayi, que fez do gesto amoroso a sua marca, comemora um número cada vez maior de adeptos. Amma, como é mais conhecida, entre a multidão durante os festejos de seu aniversário: generosidade. Uma lenda viva cresce na Índia e se alastra pelo mundo ocidental. Sudhamani, uma jovem pobre que desde menina assombrava a todos com seu comportamento anormal, se transformou em uma deusa aos olhos dos indianos e de devotos dos quatro cantos do planeta. Sob o nome sagrado de Mata Amritanandamayi (mãe imortal infinita plena), ganhou fama. E não apenas pela obra social que comanda, mas também, e principalmente, pelos milagres que são atribuídos a ela e pelos abraços que viraram a sua marca. Mata Amritanandamayi - também chamada de Ammachi ou Amma (mãe divina) - fez 50 anos no sábado 27 de setembro. Foram quatro dias de festividades que atraíram pelo menos dois milhões de seguidores, entre eles o presidente da Índia, Abdul Kalam, ao estádio de Cochin, cidade com um milhão de habitantes situada no sul da Índia. Amma vive a duas horas dali, em Vallikkavu. Cantos devocionais (bahjans) de paz e de amor levaram milhares de pessoas ao êxtase, entre eles alguns brasileiros, que esperam pela visita da líder ao Brasil até o fim de 2004. Amma planeja vir ao País para conhecer os centros situados em Araruama, no Rio, em São Paulo e em Brasília. Além da influência que tem sobre boa parte de seus compatriotas - que chegam a um bilhão -, Amma também é respeitada no Ocidente. O abraço - que em seu país é raramente dado em público por pessoas de sexos opostos - tem grande simbologia para ela. "Minha missão é consolar os que estão tristes", diz. Segundo o swami (sacerdote) indiano Ramakrishnananda Puri, 48 anos, Amma já abraçou 30 milhões de pessoas. Seus seguidores afirmam que ninguém continua o mesmo depois de sentir sua energia. Pelo que se viu durante as festividades de seu aniversário, fica difícil não acreditar. Amma chegou ao estádio de Cochin às nove horas de sábado. Discursou, cantou, ouviu palestras, assistiu a shows de música indiana e começou a abraçar o público depois da meia-noite. Só saiu do palco - sem interromper a longa sessão de abraços para comer ou ir ao banheiro - às 11 horas do dia seguinte. "É um milagre. Se eu contar, ninguém acredita. Uma vez em milhares de anos aparece alguém assim no mundo", festeja o swami. A religiosa está sempre disponível para atender a todos. Não ouve apenas aspirações espirituais, mas também pedidos materiais. A própria história de Ramakrishnananda ilustra os sentimentos despertados pela guru. Ele a procurou em 1978 sonhando com uma transferência da agência bancária da cidade de Harippad para Palakkad. "Quando conheci Amma, senti tanta paz que comecei a chorar", lembra. Voltou ao templo alguns dias depois, quando testemunhou um dos milagres mais conhecidos de Amma, gravado por um cinegrafista amador: "Apareceu um homem leproso, Dattan, cheio de feridas. A 'deusa' fez sinal para que ele se aproximasse, lambeu seu corpo e, sete dias depois, ele estava curado. Nenhum ser humano seria capaz de tal gesto de amor." Foi o que bastou para Ramakrishnananda abandonar tudo e seguir a guru. Olhos - Outra que mudou de vida por causa da líder espiritual foi a carioca Michele de Souza Morais, 22 anos. Aos 15, conheceu Amma em San Ramon, no ashram (mosteiro) da Califórnia. Foi em busca de ajuda. Ela é portadora de uma raríssima doença nos olhos, a síndrome de Starggart, que não permite o uso de óculos ou lentes. "Os médicos me disseram que eu ficaria cega aos 16 anos, e minha vista só piorava", lembra. Quando perguntou sobre seu risco, Amma disse para não se preocupar. "Vou cuidar disso", prometeu. A doença estacionou e hoje Michele é a única estrangeira que estuda medicina no Aims Institute for Medical Science, em Cochin, por sugestão da líder. No estádio de Cochin, dois milhões de seguidores se emocionaram com as palavras de Amma Segundo seus adeptos, por meio de Amma se manifestaram os deuses Krishna e Kali, o que é incomum, mesmo num país que idolatra tantos deuses diferentes. Ela passa seus dias disseminando sua interpretação do hinduísmo - religião milenar que tem como características o politeísmo (fé em vários deuses - são mais de 100), a ioga, a meditação e a crença na reencarnação. Tem como principal objetivo a superação do ciclo de reencarnações, o sansara, para que se possa atingir o nirvana, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e do universo Serva - Filha de uma família pobre de pescadores, aos dez anos, Amma largou os estudos para cuidar da casa e dos sete irmãos. Contam que, quando nasceu, não chorou. Ao contrário, estampou um radiante sorriso. Começou a falar aos seis meses e, aos dois anos, já fazia orações e cantava melodias em louvor a Krishna (a suprema personalidade de Deus para os hindus). Aos nove anos, acordava às três horas para limpar a casa, varrer o terreno, buscar água e fazer todo o trabalho doméstico. Era tratada como uma serva pela família. Costumava tirar comida de casa para dar aos mais pobres. Sua generosidade logo atraiu a atenção da vizinhança. Um dia, ela se transfigurou, entrou em transe e começou a repetir palavras atribuídas a Krishna. A notícia se espalhou, e não demorou a juntar uma multidão nos arredores do casebre onde morava, na aldeia de Parayakadavu. Começaram a pedir um milagre - conforme sua biografia, escrita pelo swami Amritaswarupananda, traduzida para o português e disponível nos centros de São Paulo e Rio -, ao que a jovem respondeu: "Não estou interessada que ninguém acredite em mim pelos milagres. Minha meta é inspirar as pessoas com o desejo de liberação pela realização do eu eterno. Estou aqui para remover desejos, e não para criá-los." Diante da insistência, ela pediu que alguém lhe trouxesse um jarro d'água. Depois de respingar um pouco na multidão como se a benzesse, transformou o resto do líquido em leite e o distribuiu. Histórias como essas foram o primeiro fator multiplicador de seguidores. A fama atraiu doadores para sua causa, dando início à obra social que hoje coordena. Essas obras dependem de trabalho voluntário e são financiadas pela venda dos produtos naturais de saúde pela Missão Mata Amritanandamayi Math, fundada em 1981, e por doações, a maioria dos próprios indianos. A missão movimenta por ano o equivalente a R$ 102 milhões, ou 1,5 bilhão de rúpias, moeda indiana. Com esses recursos, construiu o Aims Institute for Medical Science, um dos mais bem equipados hospitais da Índia, com 800 leitos e atendimento ambulatorial diário e gratuito para duas mil pessoas. Atende mais de 500 crianças em orfanatos. Também ergueu 25 mil casas populares e anunciou a construção de outras 100 mil nos próximos dez anos. No mosteiro vizinho a Cochin, há três mil pessoas realizando práticas espirituais gratuitamente, e no de San Ramon, na Califórnia, outras duas mil. Entre suas obras mais importantes também estão as universidades de tecnologia, medicina, administração, enfermaria e farmácia. "Os conhecimentos científico e espiritual não podem ser diferentes. São facetas de uma mesma verdade", preconiza Amma. Forte Emoção: Era véspera do aniversário de Amma. Consegui chegar atrás do palco com meu crachá de jornalista e pedir a um swami autorização para receber um darsham, como eles chamam o abraço divino. Depois de uma hora, quando ela se preparava para sentar em frente ao público, subi ao palco. Fiz tudo errado. Explicaram para eu me deixar abraçar, mas foi automático: envolvi Amma com meus braços. Sua reação misturou surpresa e carinho. Seus auxiliares me afastaram, fiquei profundamente impactada, enquanto ela me seguia com seu olhar cúmplice. Depois caí no choro. Saí de lá leve, com vontade de compartilhar aquela energia deliciosa. Celina Côrtes.
Ao dirigir na estrada de barro, passando por alguns currais de cavalos, parece que estamos entrando num outro mundo, diferente daquela correria e estresse da metrópole, a apenas algumas milhas de distância. Esse pedaço de terra em Castro Valley, Califórnia, já foi uma fazenda, e agora o Centro Mata Amritanandamayi (M.A. Center), ashram da Amma ("Mãe") nos EUA. Também chamada de A Santa Dos Abraços, Amma está sempre atendendo milhares de pessoas, que vêm receber seu 'darshan' (encontro com um sábio ou santo). Estima-se que ela já abraçou mais de 20 milhões de pessoas desde que começou sua missão, há mais de 30 anos. Numa tarde de primavera, cheguei no templo do ashram, enquanto a Amma terminava mais uma de suas sessões de 5 horas de abraços sem intervalo. Esta, por sua vez, começara apenas algumas horas depois da maratona anterior, que havia durado 8 horas. Ela parece ter uma infinita vontade de receber seus "filhos", como chama a todos os seus devotos e admiradores, abraçando-os apertado, cochichando "mol, mol, mol...", (filho, filho, filho) ou "mon, mon, mon...", (filha, filha, filha) em seus ouvidos, dando-lhes um ou dois prasads (oferenda abençoada), na forma de chocolates ou frutas, e depois deixando-os para seguirem seus caminhos. O amor da Amma também se manifesta na forma de impressionante lista de obras de caridade. Na Índia, são inúmeros hospitais, mais de 30 escolas, um programa que já construiu 25.000 casas, pensão para mais de 50.000 viúvas e muito mais. Nos EUA, ela inspirou a criação do projeto que alimenta a população carente em mais de 25 cidades diferentes por todo país (Mother's Kitchen Project); em San Francisco, foi criado um projeto que oferece aos mendigos uma oportunidade de tomar banho, receber uma muda de roupa e um saquinho com sanduíche e suco, toda semana (San Francisco's Shower Project - iniciado por brasileiros); outro, oferece transporte, suporte e visita hospitalar a prisioneiros (Amma's Hands); em Ohio, devotos ensinam ioga, meditação e computação numa casa para mulheres vítimas de violência. "Ela é a incorporação do Karma Yoga", diz o relações-públicas americano Rob Sidon. Nascida em 1953, num vilarejo de pescadores no Estado de Kerala na Índia, Amma foi forçada a largar a escola aos 10 anos de idade, para servir de empregada para a família. Através de um crescente senso de devoção mística e o desejo de aliviar o sofrimento dos outros, ela cuidava dos enfermos, dos mais pobres e dos idosos de sua vizinhança, tirando comida do já reduzido estoque da família. Jovem, ela começou a atrair multidões de pessoas que queriam receber suas bênçãos - que ela dava na forma de um abraço. Uma jovem na Índia dando abraços a estranhos, sem dúvidas, ia contra as normas culturais. Isso gerou grande oposição, inclusive de sua família. Ela foi apedrejada, tentaram envenená-la várias vezes e até esfaqueá-la. Mesmo assim, ela continuou suas práticas, que descrevia como, "elevar a humanidade carente". No final dos anos 80, ela começou suas turnês pelos Estados Unidos e Europa todos os anos, estabelecendo ashrams e arrecadando fundos (através de doações, venda de livros, fitas de música, e outros produtos. Seus programas públicos, incluindo seus abraços são inteiramente gratuitos) para suas instituições de caridade. Assim, a organização pôde construir o hospital mais moderno da Ásia (AIMS), com o custo de 20 milhões, na cidade Cochin, em Kerala (Desde 1998, o hospital tratou de mais de 20.000 pacientes e executou mais de 7.000 cirurgias), financiar pensão para 50.000 mulheres destituídas, construir 25.000 casas (incluindo 1.000 casas em três vilarejos que foram completamente destruídos no terremoto de 2001, em Gujarat), além de distribuir mais de 50.000 refeições através de seus ashrams. E os abraços continuam a aumentar. Enquanto ela continuava distribuindo seus darshans, fui dar uma volta pelo interior do templo, olhar a livraria e conversar com um dos voluntários. Rob Gottsegen, vendeu sua lucrativa empresa de eletrônicos para ir morar em Cochin e supervisionar a construção do hospital, com 800 leitos, AIMS e que ele agora gerencia. Perguntamos como era deixar uma vida de sucesso material e seguir uma vida de serviço ao próximo. Ele contestou, dizendo que ele não abdicara de nada. "As pessoas pensam que eu fiz um grande sacrifício", disse ele, "mas eu me sinto enriquecido pelo o que faço agora. Eu não sinto que estou perdendo nada". O darshan, então, terminou. Amma deixou o templo graciosamente (no meio dos ardentes chamados por "Ma, Ma, Ma" de seus devotos). Eu segui a procissão até o lado de fora, onde o mantra preferido da Mãe, "Om Lokaha Samastah Sukino Bhavantu", ("que todos os seres do universo sejam felizes"), enfeitava a entrada do templo. Não foi possível fazer uma entrevista desta vez, mas pude submeter questões por escrito sobre karma yoga. Mais tarde, recebi as respostas por email de seu relações-públicas. "Karma yoga não é o princípio, mas o fim", Amma respondeu. Esse tipo de serviço, disse ela, é "a mais alta forma de experiência", um estado no qual "a pessoa, espontaneamente, é capaz de enxergar tudo como Consciência Pura". Ao perguntar como as pessoas do mundo moderno, com os obstáculos do sofrimento diário, conseguem dar de si para os menos afortunados, Amma respondeu: "Ajudar e servir o próximo é, basicamente, a atitude que se deve tomar em relação à vida. Desenvolver essa atitude não tem nenhuma ligação à quantidade de dinheiro que se tem". Ela também expôs que, ao vermos nossas práticas como sendo para o beneficio de todo mundo, adquirimos: "A vida baseada nos princípios espirituais, na qual a pessoa que não prejudica os outros e encontra paz dentro de si mesma é, na verdade, a melhor forma de servir o próximo. O contentamento já é um grande benefício à sociedade". Lembrando do ambiente daquela tarde no ashram fica fácil de concordar.
Estima-se
que ela já tenha abraçado 20 milhões de pessoas
até agora, quase a população inteira do Peru. O
evento de ontem fazia parte da turnê européia de Amma,
que deverá passar por nove cidades. "Eu quero entrar no coração
das pessoas e acordá-las", disse a Guru entre os abraços.
Pessoas de todos os credos e origens acreditam no poder da indiana.
Líder Espiritual Ammachi vai ao encontro de milhões de pessoas e dá um apertão em cada um. Ammachi, também conhecida como Amma e Mãe da Eterna Felicidade, está nos últimos dias de sua turnê pelos EUA. Ela se fez conhecida em 30 anos, ganhando simpatizantes por todos que 'abraçaram' e foram abraçados pela Guru Indiana. Foi reportado que Ammachi já abraçou mais de 10 mil pessoas em uma sessão 'maratona'. Recentemente, duas mil e duzentas pessoas se enfileiraram no saguão do Hotel Ramada em Andover, Mass. para ganhar o seu abraço. "Onde há amor não há cansaço," disse Ammachi, de 46 anos, com seu sari manchado ao ponto de que nem água sanitária pode ajudar em resultado do suor e maquiagem dos buscadores. "Somente expressando amor, pode-se sentí-lo." Será que a mulher que Deepak Chopra chama de santa viva não poderia apenas acenar? Ou oferecer uma benção coletiva? "O abraço ajuda a despertar e revelar a Verdadeira Natureza de cada um", explica Ammachi. Na Índia, diz Sbalakrishnan, editor do maior jornal da cidade - The Times of India - "Ela tem um grande número de devotos e há sempre filas enormes esperando para vê-la." Seu irmão Suresh diz que Amma começou mostrar sua santidade ainda bem nova, dando coisas de dentro de casa para pessoas carentes, sem a autorização de seus pais. "Como ela amava todas as pessoas igualmente," diz ele, "nós pensávamos que ela era louca." Amma não pede nada em troca, mas muitas vezes os gratos visitantes oferecem doações em dinheiro. Através das obras de caridade, ela e seus voluntários alimentam mais de 50.000 pessoas carentes por mês. "Ela construiu hospitais, asilos e clínicas terminais para aliviar o sofrimento do próximo," conta Sbalakrishnan. "Ela me faz acreditar em amor," diz Cynthia Jenkins, de 36 anos, que acabara de ganhar um abraço. O seu marido acrescenta: "Eu sei que pode parecer estranho, mas quando eu rezo para ela, sempre tenho resposta". Eles também receberam uma emplastada de pasta de sândalo na testa, um banho de pétalas de rosas e um chocolate kiss (o último, é uma oferta para os visitantes americanos).
Amritanandamayi Ma A biblioteca de Berkeley, Califórnia, está tão lotada que os que chegam mais tarde estão literalmente subindo uns nos outros ao empurrarem até a porta. Cada cadeira, mesa e metro quadrado de espaço no chão já foram ocupados pelas pessoas tentando conseguir uma visão da mulher de 33 anos de idade, que não terminou o ensino fundamental, vinda do sudoeste da Índia. Amritanandamayi Ma ("Divina Mãe do Êxtase") está sentada no chão perto das estantes, cantando canções devocionais em Malaialam com uma doçura sofrida. "Tremo de êxtase lembrando as palavras da Divina Mãe", dizia a música. "Minha querida, venha logo. Você sempre foi Minha". O programa, que envolvia cânticos e meditação, terminou, mas ninguém saiu. Como traças, as pessoas são atraídas pelo calor e luz que emanam de forma quase tangível desta mulher de pele escura. Apesar dela não falar inglês e só fazer contato direto com as pessoas com seus olhos e mãos, Amritanandamayi ficará aqui até três da manhã, recebendo cada alma que se aproxima para encontrá-la, consolando os aflitos, encorajando os aspirantes espirituais e ensinando e provocando através de seu tradutor atento. Nascida em uma família pobre de pescadores em Kerala, Índia, Sudhamani ("Jóia Pura") freqüentou a escola até a quarta série, quando a doença de sua mãe forçou-a a deixar a escola para cuidar da casa. A quantidade de trabalho era enorme para uma menina de nove anos, mas a mente de Sudhamani estava sempre absorta no Senhor Krishna. Sua concentração era tão intensa que, às vezes, ela se movimentava e falava como Ele, ocasionalmente deixando os aldeões com uma sensação estranha de que Krishna realmente estava presente. Mais tarde, na adolescência, Sudhamani sentiu o chamado da Mãe Universal. Ela caminhava pela praia à noite e, como uma gota fundindo-se ao oceano, seu coração unia-se à totalidade da Divina Mãe. Os aldeões a encontravam na praia, aparentemente inconsciente, totalmente absorvida na Deusa. Hoje a história é inspiradora, mas, na época, esses eventos tinham um efeito menos saudável em sua família, que tinha pouca paciência com esses "ataques", e menos ainda com o círculo de devotos que começou a se formar em sua volta. Sudhamani atingiu a idade adulta antes de sua família finalmente entender que tinham uma verdadeira santa em suas mãos, e que as multidões reunindo-se em sua porta não iriam diminuir. Na última década, milhões de pessoas vieram ver a santa mulher de Kerala. Quando Ammachi ("Mãe Querida", como é freqüentemente chamada) oferece um darshan aberto ao público na Índia, dez mil devotos fluem de suas aldeias para receber sua bênção. Como Anandamayi Ma, Ammachi aparentemente atingiu a plena realização sem o benefício de um guru. Como Ramakrishna, ela ensina com simples e eficazes analogias da vida de uma vila: "Filhos! Alguém pode morar em um desenho de uma casa? Você pode sentir a doçura da rapadura lambendo um papel que tenha a palavra escrita? Se você vê um anúncio de uma joalheria em Kanyakumari, você pode comprar pedras preciosas do anúncio? Claro que não! Queridos, da mesma forma não se pode experimentar o êxtase meramente lendo as escrituras". "A devoção sem conhecimento não pode nos liberar. Mas o conhecimento sem devoção é como comer pedras. No caminho da devoção podemos saborear o fruto desde o início, sentindo o êxtase em cada ação. Em outros caminhos, isso só ocorre no final. Podemos pegar um fruto de uma jaqueira na base, mas, no caso de outras árvores, precisamos subir até o topo da árvore para pegar o fruto". O Ashram (monastério) de Ammachi próximo a Quilon, Kerala, atraiu um grupo central de renunciantes homens e mulheres, que levam uma vida rigorosamente disciplinada, que inclui oito horas de meditação por dia, estudo de sânscrito e trabalho manual. Uma dessas renunciantes é Kusumum, 27, de Chicago. Para ela, o impacto específico de Ammachi como mestre mulher foi revelar "tremenda força com uma forma completamente flexível, mostrando-nos como mulher, o que significa ser verdadeiramente feminina". "Mesmo assim, seguindo a Mãe, eu perdi minha identificação comigo mesma como 'mulher'. Essa equação polarizada não opera mais. A Mãe vê tudo igualmente. Ela nunca cria separação em sua forma de ensinar". Impressionada pela qualidade da renúncia que vêem no Ashram, as mulheres às vezes vêm a Ammachi acreditando que devem deixar seus maridos para terem uma vida espiritual. "A Mãe sempre diz a elas, 'Por que você está jogando ele fora? Sirvam um ao outro. Nesta era, não é apropriado para todo mundo renunciar ao mundo'". Ela ensina os homens a verem suas mulheres como a Divina Mãe, e as mulheres a verem seus maridos como o Senhor do Mundo, e também a servirem suas famílias, a comunidade e o mundo. A humildade e o serviço abnegado são seus temas constantes. Para uma mulher ser bem sucedida na vida espiritual, especifica Ammachi, "algumas das qualidades de um homem, como o desapego e a coragem, devem ser assimiladas. Geralmente, as senhoras têm interesse em renunciar a vida secular para atingir a Deus. Quem manteria a criação? Mas se o seu interesse é despertado, então podem fazer progressos até mais rápidos que os homens". No século 18, o poeta-sábio Ramprasad revitalizou a antiga prática indiana de adorar Deus na forma da Mãe. No século 19, Ramakrishna popularizou-a ainda mais, através de sua adoração exemplar à deusa Kali. E Ammachi, também está promovendo a adoração da Deusa? Kusumum replica, "Ela nunca impõe a adoração à Divina Mãe, mas ninguém consegue evitar ao vê-la e ao desfrutar da sua companhia. Mesmo assim, sua mensagem básica é 'Una-se com seu Ser'". Ammachi é extraordinariamente acessível. Diferente de muitos santos, que evitam contato com pessoas comuns, Ammachi abraça as massas - literalmente. "Muitos milhares de pessoas já vieram chorar em seu ombro e ela os abraça e consola. Ela diz que, dos milhares que vieram vê-la, muito poucos tinham algo feliz para dizer. Ela diz que o sofrimento do mundo é imenso". "Existem muitos Ashrams onde se ensina como se iluminar", diz Ammachi, mas ela mesma prefere alunos que não desejem somente a união com Deus, mas que estejam também profundamente envolvidos com o serviço humanitário. Duas vezes por semana, Ammachi entra publicamente no estado de Devi Bhava, um estado de união mística com a Divina Mãe. A aura de amor completo e êxtase inebriante que ela emana silenciosamente neste samadhi são impressionantes. Ela não fala, mas todos presentes sentem a realidade viva da divindade. Lentamente, pequenos grupos saem da biblioteca de Berkeley. "Ao vê-la", admite suavemente um executivo grisalho, "entendo que Deus é amor".
“SERVIÇO ABNEGADO” Uma Entrevista
com Amma “Quando você oferece uma flor à outra pessoa, uma flor linda e cheirosa, você experimenta o doce perfume e beleza primeiro. E então você os divide com outra pessoa. Assim, isto te traz felicidade por alguma razão especial, porque você está desinteressadamente servindo aos outros. Você será capaz de esquecer a si mesmo. Este é o serviço verdadeiro, quando você é capaz de esquecer de você e oferecer-se completamente para outra pessoa.” - Amma Mata Amritanandamayi Devi, popularmente conhecida como Amma, é uma guia espiritual para alguns milhares de pessoas mundo a fora. Ela possui Ashrams em Kerala, na Índia e em San Ramon, na Califórnia e ajudou a construir escolas, hospitais e orfanatos, devotando sua vida a servir a humanidade. Em 1993, Amma foi eleita um dos Presidentes do Parlamento Centenário das Religiões Mundiais e, em 2002, recebeu das Nações Unidas o prêmio Gandhi-King pela não-violência. O 50º aniversário da Amma foi organizado como uma ocasião para os líderes religiosos do mundo unirem-se em uma conferencia de três dias na Índia sobre a paz mundial. Amma é conhecida por oferecer darshan sob a forma de abraços à milhares de pessoas em um dia. Esta entrevista foi traduzida pelo Swami Amritaswarupananda e Gita Nair, com ajuda de Br. Dayamrita Chaitanya. A entrevista aconteceu em 14 de junho de 2003, durante o darshan no MA Center em San Ramon, Califórnia.
JM: Eu acho que todos estão tentando conquistar liberdade em suas vidas. As pessoas possuem diferentes idéias sobre como encontrar a liberdade e muito esforço é feito em ganhar poder político e mudar estruturas sociais. Qual o melhor método para encontrar a liberdade interior e liberdade no mundo a nossa volta? Amma: A menos que os indivíduos acordem, essa liberdade não irá acontecer. Em primeiro lugar, nós devemos nos conscientizar de que estamos dormindo. Essa conscientização é o mais importante. A menos que tenhamos essa consciência, não seremos capazes de acordar. Também na sociedade moderna, a maioria das pessoas finge estar dormindo. Então, é mais difícil. É mais difícil o acordar para tais pessoas. Nós temos um sistema de leis e ordens. Nós temos departamentos de polícia. Temos militares, Marinha e Força Aérea. Ainda assim, temos ataques terroristas, terroristas estão surgindo em muitos países, existem ladrões, assaltantes e crime. Então isso mostra que há algo errado com nosso sistema. Essa é a consciência, o despertar interior. A menos que o despertar interior aconteça, a menos que os individuos acordem neles mesmos, a verdadeira liberdade não irá acontecer. Mesmo que tenhamos um sistema de leis e ordens, ou tenhamos a polícia para manter essas leis e ordens, ainda há ladrões, assaltantes e crime. Mesmo que a maioria dos países tenha forças militares, ainda assim existem terroristas surgindo em vários deles. Mesmo que tenhamos políticos e bons administradores, ainda existem muitos problemas e conflitos internos em todo país. Isso mostra que há algo errado com o sistema. Nós continuamos a melhorar as circunstancias externas e as coisas continuam iguais. É claro que isso ajuda até certo ponto, mas não completamente. Eu sinto que a menos que o despertar interior aconteça, a não ser que os indivíduos acordem e se embebam de verdade espiritual, a verdadeira liberdade não irá acontecer. Não é como se não devesse haver nenhuma forma de política, ou políticos, mas apenas isso não irá ajudar no final. JM: Amma, você ganhou o Prêmio Gandhi-King de Não-violência das Nações Unidas em 2002. Mohandas Gandhi e Martin Luther King Jr. ambos combinaram trabalho político com crescimento espiritual. Eu me pergunto como, ou se, Gandhi e King influenciaram seus esforços em trazer paz para o mundo? Amma: Eu ouvi sobre ambos, Martin Luther King Jr. e Mahatma Gandhi, porém eu não tive nenhuma oportunidade para estudar suas vidas ou atividades. Eu basicamente baseei todas as minhas lições em minhas experiências pessoais e em tentar entender as dores e sofrimentos do mundo. Eu tentei embeber-me completamente, sentir o mais profundamente possível. Foi assim que me inspirei. Foi de onde eu baseei a minha experiência. É claro que eles foram exemplos muito bons para o mundo, através de suas vidas e ensinamentos. Eles fizeram um trabalho maravilhoso. Se tivéssemos mais pessoas como essas, então não teríamos necessitado da bomba atômica e da bomba de hidrogênio. Eles sempre lutaram pelo dharma, pelo correto. Sempre lutaram pelo que era certo para estabelecer suas mentes na sociedade. JM: Amma, qual o papel do sofrimento em nosso mundo e no caminho espiritual? Amma: Dor, de fato, pode servir como uma luz na escuridão, se for compreendida devidamente. Se aprendermos a penetrar além da superfície de nossas experiências dolorosas, com certeza nós podemos tirar daí muitas lições e experiências maravilhosas. No presente, possuímos conhecimento mas não a verdadeira consciência. Não a verdadeira compreensão. Nós não estamos realmente conscientes de nossas cabeças. Nós nos tornamos conscientes de nossas cabeças apenas quando temos uma dor de cabeça. Dores podem ser fonte de verdadeira inspiração na vida. Por exemplo, alguém corre para um lugar específico. Ele corre, pula e faz todas as acrobacias necessárias para atingir esse destino em particular. Tal pessoa, ele ou ela, pode cair em um fosso profundo em seu caminho até esse destino, mas isso não significa que deva ficar nesse fosso para sempre. Isso também ajuda a pessoa a entender que “Podem haver fossos mais profundos a minha frente, então eu devo ser mais cuidadoso. Mais alerta.”. Da mesma forma, suponha que um espinho fure a sola do meu pé. Isso significa que você deve ser capaz de saber que pode haver espinhos mais pontudos ou mais venenosos no futuro, então eu devo ser mais cuidadosa e mais alerta. Dor é uma parte e uma parcela da vida, da qual podemos aprender grandes coisas se tivermos a compreensão correta. A atitude correta. Isso não significa que todos devem ter dor em suas vidas, mas, isso é inevitável, algumas dessas experiências. Inevitável. Nós podemos aprender muitas lições. A maioria de nós sabe que o fogo é quente e a água é fria. Mas para muitas pessoas, a menos que toquem, sintam, e experienciem o calor do fogo, não terão verdadeiro entendimento e compreensão disso. Essa experiência os ajuda a manter uma distancia entre eles e o fogo. Eles não irão muito perto do fogo, pois é perigoso. Da mesma forma devemos conhecer a natureza de tudo no mundo, a natureza dos objetos do mundo e a natureza do mundo. JM: A natureza da realidade? Amma: Sim. E então, podemos crescer em consciência. Nossa consciência também irá aumentar, o que irá nos ajudar tremendamente em nossa vida nesse mundo. JM: Você mencionou terrorismo, que muitas pessoas temem atualmente. Há também muitas guerras acontecendo no planeta agora. Muitas pessoas acreditam que estamos vivendo um período particularmente difícil na Terra. Eu imagino como você vê este momento em que estamos vivendo? Onde nos encontramos, agora, na esfera das coisas? Amma: Eu vejo muita escuridão no mundo. Todos devem ser extremamente cuidadosos e alertas. Quando olho para cima, eu vejo muita escuridão, e quando eu olho para baixo, eu vejo fossos profundos. A não ser que as pessoas sejam extremamente cuidadosas e alertas, as coisas podem se tornar muito difíceis. Há muito medo na sociedade. Muitas pessoas estão preparadas para aceitar o que quer que aconteça, especialmente aquelas que possuem um entendimento mais profundo de espiritualidade, ou dos princípios essenciais da vida. Eles estão dispostos a aceitar seguir em frente não importa o que aconteça. JM: Como é que essa felicidade advém do servir aos outros? Amma: Depende da atitude mental de cada um. É como algumas pessoas que se sentem extremamente alegres quando dão ou compartilham algo com outra pessoa. Mas, há outros que podem se sentir um pouco tristes porque “Eu tive que compartilhar isso com outra pessoa”. Depende da atitude e constituição mentais de cada um. Mas, para a pessoa que tem dedicado sua vida a serviço da humanidade, é como oferecer uma flor. Quando você oferece uma flor à outra pessoa, uma flor linda e cheirosa, você experimenta o doce perfume e beleza primeiro. E então você os divide com outra pessoa. Assim, isto te traz felicidade por nenhuma razão especial, porque você está desinteressadamente servindo aos outros. Você será capaz de esquecer a si mesmo. Este é o serviço verdadeiro, quando você é capaz de esquecer de você e oferecer-se completamente para outra pessoa. Suponha que alguém esteja passando fome por muitos dias, você oferece a ele boa comida. Quando você o assiste comendo, vê seu contentamento, como ele aplaca sua fome, você sente alegria e contentamento tamanhos por ter podido oferecer esse serviço, ou esse alimento para ele. JM: Você tem recebido grande cobertura da imprensa durante suas visitas aos Estados Unidos e alguns dos jornais se referem a você como feminista. O que você pensa a respeito disso? É dito que você tem ajudado a mudar a maneira com que homens e mulheres interagem na Índia e como pessoas de diferentes níveis do sistema de castas se relacionam. O que você pensa disso? Amma: Eu não estou tomando partido das mulheres. Eu não estou apontando meu dedo para os homens. Mas, ao mesmo tempo devemos reconhecer fatos como fatos e tomar conhecimento deles. Mulheres possuem nelas capacidades tremendas que podem beneficiar a sociedade e deveria se permitir que elas contribuam para a sociedade com suas capacidades, talentos e habilidades de uma maneira muito melhor. Se você observar o presente sistema, podemos observar que as mulheres ganharam poder de voto apenas muito recentemente. Em muitos países mulheres ainda não se tornaram Presidentes ou Primeiras Ministras. Então, eu sinto que há alguma injustiça sendo feita. Em alguns paises mais da metade da população é de mulher e ainda assim elas não consideradas apropriadamente. Não é feita a elas a justiça apropriada. Em alguns lugares elas não podem rezar, não é permitida sua entrada em templos, igrejas ou mesquitas, então eu penso que se as deixássemos contribuir, a sociedade será imensamente beneficiada. Por isso que eu falo em seu favor. Elas deveriam poder vir à frente e contribuir com a sociedade. Isso iria melhorar significativamente a situação e ajudaria no desenvolvimento da sociedade. Eu não estou colocando as mulheres em um nível superior ou os homens em um nível inferior. Isso não é o que eu estou tentando fazer. Homens e mulheres são iguais. Nós devemos aceitar o fato de que há certas coisas que os homens não podem fazer e as mulheres podem e certas coisas que as mulheres não podem fazer e os homens podem. Você pergunta se eu sou feminista. Eu considero outros aspectos da vida, ou coisas que são realmente importantes como a pobreza e a fome. Há aqueles menos afortunados, menos favorecidos, pessoas que mal fazem uma refeição por dia. A Amma sente por eles e os considera também. Há alguns costumes primitivos existentes ainda em paises africanos, que as mulheres usam uma espécie de suporte no pescoço, e se o removerem são mortas. Mulheres são mortas assim. Há alguns paises, em que o caso de uma mulher só é levado a julgamento se ela possuir quatro testemunhas. Isso é injusto. Essas regras e normas não se aplicam aos homens. É dharma fechar os olhos quando se vê tanta injustiça contra as mulheres? Elas são as mães. Elas dão a luz a todos, e isso é algo que toda a humanidade deveria considerar. É uma grande dádiva, uma dádiva dada por Deus. Eu lembro às mulheres que elas devem ser mais pacientes, pois elas são criadoras. Apenas elas têm o presente especial de Deus, o útero. Mesmo Deuses e Deusas precisam de uma mulher para lhes dar a luz. Tamanhas injustiças são feitas contra mulheres. Em alguns países elas precisam usar um véu. Ninguém questiona as fraquezas de um homem, mas estão sempre apontando as fraquezas de uma mulher. Quando surge uma situação e eles querem tirar a aliança – supondo que eles queiram tirar uma foto para o passaporte – eles imediatamente tiram a aliança. Não estou criticando nenhuma religião. Estou apenas apresentando alguns fatos. Em alguns paises existem ainda costumes primitivos, como apedrejar uma mulher até a morte. Supondo que uma mulher esteja grávida, eles irão tirar o bebê e então apedrejá-la até a morte. Se uma mulher for estuprada, não é sua culpa. Mas, mesmo assim, irão puní-la. Mesmo que não seja culpa dela. O homem não é culpabilizado. De fato, é culpa dele. Foi ele quem cometeu o crime, mas ele não é punido. JM: E ainda, mulheres são punidas por isso. Amma: Nunca foi meu interesse apontar faltas em uma religião em particular. É questão de hábito. Por exemplo, se você dá determinada comida a uma criança bem pequena, ela se acostuma a comer aquela comida. De maneira similar, elas se acostumam a usar a parda, mas isso não significa necessariamente que elas gostem, elas estão apenas acostumadas. É a força do hábito. JM: O quê significa render-se? Amma: É uma atitude em direção ao ser. Ao seu próprio ser. É uma atitude que significa total aceitação ou remoção do ego, ou ir além do ego. Isso não significa que você tenha eliminado o ego completamente, apenas que o tornou maduro. JM: Eu estou muito agradecido por este tempo com você e gostaria de te desejar um feliz aniversário. Amma: Eu não celebro meu aniversário a vinte e nove anos. São os outros que o celebram. Eu fico feliz que tantas pessoas sejam alimentadas nesse dia em especial. Comida e roupas são distribuídos de graça nesse dia, então eu fico feliz por isso. John Malkin é musico e jornalista que apresenta uma programa de rádio semanal na Free Radio Santa Cruz (www.freakradio.org) toda quarta-feira a noite às 7 p.m. PST. O programa explora mudança social e crescimento espiritual. Seu trabalho apareceu em Shambhala Sun, Buddhadharma, Tricycle Online, ascent, In These Times, Alternet e The Sun.
Ao escutarmos as palavras Ano Novo, nos enchemos do sentimento de renovação, entusiasmo e expectativa. Em Malaiala, a palavra ano também significa chuva. Como as chuvas da primavera, o novo ano trás um refrescante sentimento. Para os mais novos, o ano novo apresenta as flores da esperança, para os mais velhos, os frutos da responsabilidade. Os seres humanos estão sempre sonhando com os melhores dias que virão. Esses sonhos dão cor e fragrância à vida, mesmo diante do sofrimento. Não deveríamos nunca abandonar esse otimismo e fé. O ano novo é uma oportunidade para novos começos. É um tempo auspicioso para superarmos memórias dolorosas e darmos um passo em direção a uma vida melhor. É uma ocasião para aprendermos lições com o passado, e nesta luz, trazer mudanças para nossa vida e estilo de vida. A vida é como um jardim. Naturalmente, as folhas murcham e as flores desbotam. Somente quando limpamos o acumulo do passado é que realmente conseguimos desfrutar da beleza das novas folhas e flores. Da mesma forma, devemos clarear a escuridão das más experiências do passado de nossas mentes. A vida é uma lembrança em esquecimento. Perdoe aquilo que há para perdoar, esqueça aquilo que deve ser esquecido. Vamos abraçar a vida com um vigor renovado. Aliás, todo segundo, todo momento de nossas vidas deve estar cheio de renovação, não somente no Ano Novo. Nós deveríamos ser capazes de enfrentar todo momento de nossas vidas com uma expectativa renovada, como uma nova flor desabrochada. O Ano Novo nos lembra da corrente da vida. Nós podemos recuperar qualquer coisa que perdemos. Mas nunca poderemos recobrar um momento perdido. Assim, Ano Novo não é apenas uma ocasião para nos perdemos em tentar fazer tudo dar certo; é uma ocasião para acordarmos nosso discernimento. Somente num mundo onde a celebração está de mãos dadas com os valores e princípios é que a paz e felicidade prevalecerão. Filhos, vivam cada momento com discernimento e atenção. Vida é tanto dar como ganhar. Se estivermos dispostos a querer menos e dar mais, poderemos cortar as correntes do karma através do próprio karma. Amor é a ferramenta mais preciosa da vida. Ele é o que preenche a vida constantemente com renovação. Filhos, devemos lembrar, não somente no Ano Novo, mas sempre, que o que faz a nossa vida abençoada é o amor, união e caridade.
Filhos, o sol não precisa da luz de vela, mas nós precisamos para iluminar nosso caminho no escuro. Da mesma forma, Deus não precisa de nada de nós, mas nós precisamos de fé e devoção para iluminar o caminho da vida. Nós precisamos da Luz de Mahatmas como Jesus Cristo. Jesus, que claramente nos mostrou que humildade e mansidão nos encaminham ao Reino dos Céus, não hesitou em lutar contra a injustiça. Entretanto, Ele nunca atuou em beneficio próprio. Não somente isto, Ele até orou para o bem-estar daquele que o crucificaram. Jesus se opôs àqueles que faziam da religião um negócio. O mundo tem reconhecido Sua oposição, antes e agora, com uma cruz e uma coroa de espinhos. Ele considerou apenas aqueles que podiam suportar o peso da cruz e da coroa de espinhos, como sendo Seus verdadeiros seguidores. No dia de Natal, costuma-se colocar um cesto em frente a casa para receber o menino Jesus, mas o verdadeiro nascimento de Jesus deve acontecer em nossos corações. Existe uma criança dentro de cada um de nós. Natal é uma oportunidade de descobrirmos e cuidarmos dessa criança. Quando alcançamos a inocência de uma criança, entusiasmo e fé otimista, tornar-nos-emos não somente herdeiros do Céu, mas também seremos capazes de criar o Céu na Terra. Se fossemos capazes de separar ao menos uma pequena parte do dinheiro que gastamos em presentes de Natal e celebrações para os pobres e oprimidos, isso com certeza, seria o verdadeiro Natal.
A mudança verdadeira deve acontecer interiormente, mesmo que o ambiente externo mude, talvez nós não nos tornemos felizes ou consigamos paz interior. A atitude interior deve mudar para melhor, se quisermos aceitar as situações da vida com uma melhor compreensão. Não estamos acostumados a enxergar as nossas bençãos, mas estamos sempre prontos a reclamar. Essa atitude não é correta. Deus nos dá tanto na vida a saúde, o sol, o ar puro, a água. E mesmo assim, nunca expressamos gratitdão a Deus. Devemos tentar cultivar um coração cheio de gratidão e amor por Deus. Era uma vez, uma menina que tinha paralisia nas pernas. Ela estava destinada a passar o resto de sua vida em cadeiras de rodas. Ela costumava olhar as outras crianças brincando no parque em frente a sua casa, todos os dias. Pelo fato de não poder participar das brincadeiras, ela sempre se sentia triste por causa da sua situação Um dia, enquanto olhava pela janela, começou a chover, mas com o sol ainda brilhando. Um lindo arco-íris apareceu e a menina ficou maravilhada ao vê-lo. Esquecendo toda sua tristeza e sofrimento por algum tempo. Depois de um certo tempo, o arco-íris desapareceu. A menina voltou a ficar triste e desejou que o arco-íris aparecesse outra vez. Todos os dias, ela ficava olhando para o céu, esperando ver o arco-íris, mas ele nunca aparecia. Então, ela resolveu perguntar à sua mãe, "Mãe, quando é que vou poder ver o arco-íris outra vez?" Consolando sua filha, a mãe disse: "Querida, somente quando chover outra vez e o sol continuar a brilhar ao mesmo tempo, é que vai aparecer outra vez." E a menina continuou a esperar com ansiedade. Fazendo isso, a menina esqueceu seu sofrimento e dor. Mesmo vendo as crianças brincando no parque, ela parou de ficar triste por causa de sua condição. Ao invés disso, ficou cheia de esperança e ansiedade, desejando que o lindo arco-íris aparecesse outra vez. Um dia, de repente, começou a chover e o sol ainda estava brilhando, e o arco-íris apareceu outra vez. A menina ficou super empolgada. Ela quis ir para o mais perto possível do arco-íris, insistindo para que sua mãe a levasse. A mãe sabia que o arco-íris iria desaparecer logo. Mesmo assim, não quis desapontá-la. Pegaram o carro e foram pelas ruas, e finalmente a mãe disse, "Vamos parar aqui, pois temos uma linda visão." A menina fixou seu olhar no arco-íris com euforia. Numa voz suave e gentil, ela disse, "Ó arco-íris, como você conseguiu essas cores tão lindas? Como você consegue ser tão bonito?" O arco-íris respondeu, "Pequenina, eu costumava ficar tão triste como você. Sofria em ver as belas paisagens tão distante de mim. Mas um dia, pensei, "Por que ficar triste? Por que ficar sofrendo? Mesmo aparecendo somente por alguns instantes, antes de desaparecer outra vez, posso usar este pequeno tempo para fazer os outros felizes. Decidi, então, que ia fazer os outros felizes. Fiquei cada vez mais bonito, porque meu coração ficou cada vez mais aberto, e somente o pensamento de fazer os outros felizes, já me deixou mais colorido." Mesmo falando com a menina, aos poucos o arco-íris foi desaparecendo. Quando desapareceu por completo, a menina fez uma promessa: "Como o arco-íris, eu também farei os outros felizes. Ao invés de ficar sentindo pena de mim mesma, tentarei, ao máximo, fazer os outros felizes. Deixarei meu coração aberto para que o próximo se beneficie da felicidade do meu interior." Talvez possamos achar milhares de razões para nos sentir tristes e deprimidos. Mas em lugar de ficar rodando em torno dos nossos próprios problemas, vamos pensar assim: O que posso oferecer ao mundo? O que posso fazer pelo próximo?" E somente esse pensamento, essa positividade, irá nos ajudar a nos sentirmos mais felizes; a nos tornamos mais e mais abertos às várias circunstâncias da vida, que de alguma forma, irá ajudar aos outros também. No ano que passou, houve tantos atos desumanos de ódio. Tantas pessoas inocentes morreram em terremotos, enchentes, guerras e ataques terroristas. Façamos com que este ano novo seja repleto do amor Divino e da Graça. Oremos para Deus, para que estes incidentes nunca aconteçam outra vez. Mas a Amma quer que seus filhos se lembrem de que como mortais, não podemos colocar um fim a isto tudo. Tudo acontecerá novamente. Devemos adquirir força espiritual ou força mental para superar essas situações. Todos nós temos que morrer um dia, e, de fato, estamos cada vez mais perto da morte - a cada momento. Mas mesmo que o corpo pereça, a alma continua a viver, pois é imortal. É como uma lâmpada de luz que queima, isso não significa que a eletricidade deixa de existir. Essa é a essência da espiritualidade. Aliás, não devemos temer a morte. Temos medo da perda que teremos quando o corpo morre. Estamos apegados demais ao mundo e aos seus objetos e temos medo de perder tudo. Esse apego é a causa do medo, e não a morte em si. Todavia, seja o que for que estejamos apegados seja nossa casa, marido, esposa, filhos, relacionamentos ou objetos nada irá nos acompanhar. Quando deixamos o corpo, temos que deixar todas as outras coisas também. Então, nessa pequena jornada que temos que traçar, vamos nos esforçar para nos tornarmos tão bonitos como o arco-íris, que faz o próximo feliz. Que o Supremo nos abençoe com Sua Graça. LOKAH SAMASTAH
SUKHINO BHAVANTU
Rezemos e meditemos juntos. Este é o caminho para alcançar a margem da paz. Isto irá espalhar a fragrância divina impregnada com a doçura do Amor. Isto irá criar vibrações de paz e união na atmosfera. Sintonizando nossas mentes na Consciência Suprema, cantemos e repitamos o mantra em nossos corações: LOKAH SAMASTAH
SUKHINO BHAVANTU Que todos nós recebamos o novo milênio com o mantra de paz em nossos lábios.
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