Imagine
uma criança nascida em uma remota vila de pescadores no sul
da Índia, em 1953. Agora imagine esta mesma criança,
depois de alguns anos, sendo forçada a abandonar os estudos,
ainda na quarta-série do primeiro grau, para cuidar da casa
e dos sete irmãos. Imagine também que esta criança
sofreu maus tratos da própria família e preconceito
da comunidade onde vivia porque nasceu com um tom de pele escuro e
azulado, e porque passava parte do seu tempo meditando e cantando
incansavelmente o nome de Deus.
Quais as chances reais
de alguém nestas condições vir a se tornar uma
das lideranças espirituais mais respeitadas e atuantes do mundo,
e criadora da maior obra humanitária do planeta?
Desde muito cedo, Amma
quebrou padrões, regras, tradições e, principalmente,
toda e qualquer expectativa de futuro para si mesma.
Sua motivação?
O profundo desejo de servir ao próximo e despertar no mundo
os sentimentos de amor e compaixão.
Este desejo começou
a se manifestar já na infância, no pequeno vilarejo pobre
onde nasceu, cuidando dos mais carentes e necessitados, mesmo pertencendo
a uma família igualmente carente e necessitada.
Daqueles tempos
difíceis até hoje, Amma não mudou. Ela continua
cuidando de quem sofre, só que agora em uma escala mundial.
Ao longo de quase 40
anos dedicando cada minuto da sua vida a quem precisa, Amma tocou
o corações de milhões de pessoas, incluindo aquelas
que um dia a trataram injustamente.
A expressão da
compaixão da Amma não tem fronteiras. Além de
criar uma missão humanitária internacional reconhecida
pela ONU, desde 1987 Amma viaja anualmente ao Ocidente para levar
sua mensagem de paz e amor em encontros públicos e gratuitos.
Suas visitas atraem multidões. São dezenas de milhares
de pessoas em busca de suas palavras, sua presença física
e, principalmente, seu abraço, considerado uma bênção
por discípulos, devotos e simpatizantes em todo o mundo.
A Mestra
A Mãe
A
Mãe
Amma nunca se casou,
nem teve filhos. Apesar disso, é considerada por milhões
de pessoas com a Grande Mãe.
Mas por quê? Há
quase quatro décadas Amma recebe amorosamente quem busca sua
presença e escuta seus problemas com a paciência e a
dedicação de uma mãe.
Esta incomparável experiência desperta uma compreensão
mais profunda da natureza do mundo e um retorno à sua verdadeira
essência.
A
Mestra
“Amma não
faz nenhuma reivindicação”. Frases como estas
são repetidas frequentemente pela Amma.
Mestres verdadeiros não
precisam se declarar mestres para o mundo. Eles são reconhecidos
por aqueles que têm o coração puro e que são
sinceros em sua busca.
Uma mãe não
precisa dizer ao seu filho “Eu sou sua mãe”. Com
a Amma também é assim: seus filhos a reconhecem naturalmente.
Na Índia, Deus
não é visto como algo a parte, externo, ou que vive
no céu. Deus é a nossa própria essência,
o ser verdadeiro que reside no coração de todos.
Apesar de latente no interior de cada ser vivo, esta realidade divina
não é manifestada em sua plenitude devido ao ego e seus
aspectos como a raiva, a inveja, o medo, o apego, a incapacidade de
perdoar, entre outros sentimentos negativos. Ultrapassar os bloqueios
do ego é a grande conquista da vida.
Para isso, somente quem
já transcendeu o ego e vive estabelecido na Verdade pode elevar
nossa compreensão limitada de Deus e do mundo até a
verdadeira consciência divina. Ele é o satguru, o mestre
realizado.
Desde os tempos
mais remotos até hoje, uma linhagem de mestres nascidos na
Índia vem conduzindo buscadores da Verdade até a realização
final.
Vindos de todas
as partes do mundo, muitos destes buscadores encontram na Amma o que
tanto procuram: alguém que vive a Verdade suprema e que é
capaz de guiá-los até ela.
Talvez você se
pergunte “Quem foi o mestre da Amma?”. Ela nunca teve
um. Nem estudou as escrituras sagradas. Apesar disso, se tornou a
mestra espiritual de milhões de seguidores. Em outras palavras,
a força da vida, a luz-guia.
Quando surge o desejo
sincero por este encontro, é possível perceber que,
na verdade, o mestre sempre esteve esperando por você.
Auto-conhecimento, união,
paz, amor e compaixão. Essa é a mensagem e o exemplo
que a Amma ensina. Um ensinamento que não é para poucos,
mas para todos, e para o bem do mundo.